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Incerteza Expandida
Observações:
- Nosso exemplo é
meramente didático. É imprescindível a execução da análise de todas as
variáveis necessárias antes de se efetuar os cálculos de incerteza
pertinentes.
- Quando não se
tiver o domínio das unidades, usar sempre a unidade de medida padrão,
senão ocorrerão discrepâncias nos cálculos.
7.1) Numa
seqüência de medições de um bloco padrão (com incerteza de medição
conhecida) com um micrômetro digital, sob as mesmas condições, obtivemos
os seguintes resultados:
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Medições |
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1 |
15,000 |
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2 |
15,001 |
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3 |
15,002 |
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4 |
15,001 |
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5 |
15,001 |
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6 |
15,001 |
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7 |
15,001 |
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8 |
15,000 |
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9 |
15,001 |
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10 |
15,001 |
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Média |
15,0009 |
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Amplitude |
0,002 |
DADOS DO MICRÔMETRO DIGITAL:
Resolução: 0,001 mm
"Exatidão": ±0,001 mm (retirado do catálogo)
Opera num local onde a temperatura na faixa de 20 ±10ºC.
DADOS DO BLOCO PADRÃO:
Medida do bloco padrão: 15,0002 ±0,5µm.
Nível de confiabilidade declarado: 95%.
Vamos
proceder aos cálculos de incerteza.
7.1.1) Incerteza tipo “A”:
Calculando
o desvio-padrão:



-
Como executamos o cálculo em cima da média das medições, a incerteza do
tipo "A" será dada por:

7.1.2)
Incerteza tipo “B”(considerando todos os fatores anteriormente
relacionados envolvidos):
A) Incerteza declarada com fator de segurança K informado (K=2 para
95% de confiabilidade)
Não
é aplicável para este caso, já que a incerteza do bloco-padrão é
informada com base num nível de confiabilidade e não com base num fator
de segurança.
B) Incerteza declarada com nível de confiabilidade (r)
informado (t = 1,96)

C) Limites de erro especificados pelo fabricante ((Ls - Li)/2
= 1 µm)

D) Incerteza gerada por efeitos sistemáticos não compensados (Amplitude
calculada = 2 µm)
Não
é aplicável neste caso. Portanto, pode ser desconsiderada.
E) Incerteza devida a resolução de um instrumento digital (R = 1 µm)

F) Incerteza devida à influência da temperatura (Comprimento medido =
15 mm; diferença máxima de temperatura considerada: 10ºC)

G) Incerteza devida à força de medição (Força = 1N, área da secção do
bloco = 315mm2, módulo de elasticidade do aço = 210000N/mm2)

7.1.3) Incerteza combinada

Incertezas relacionadas:
ua = 0,1795 µm
ub1 = 0
ub2 = 0,2551 µm*
ub3 = 0,577 µm
ub4 = 0
ub5 = 0,289 µm
ub6 = 1,725 µm
ub7 = 0,0002268 µm
* ub2 refere-se ao bloco padrão,
portanto, o valor inserido no cálculo da incerteza combinada é o do
padrão (uh).


4)
Incerteza expandida
Determinação da soma de u4/ui
(obs.: ub1 e ub2 não entram nesse cálculo porque
se referem aos padrões):
-
Determinação de
uef:
Verificando na tabela apresentada acima, podemos encontrar k:
Logo, k = 2,52. Basta calcular a incerteza através da relação:

Portanto, a incerteza expandida é igual a
4,07µm.
A expressão de uma medida encontrada pelo referido
micrômetro será:
[VALOR] ± 0,00407 [ mm ] ou
[VALOR] ± 4,07 [ µm ]
Gostaríamos de fazer uma observação: adotamos
todas as expressões e formas de calcular a incerteza de medição neste
exemplo, mas em geral todos os cálculos apresentados não são aplicáveis
ao mesmo tempo para um único caso. Ao analisarmos a incerteza do
micrômetro do exemplo, verificamos que é um valor exagerado. As causas
para esse resultado são: consideração dos erros fornecidos do fabricante
(que não precisa ser considerado neste caso) e devido à faixa de
temperatura de trabalho (20 ±10ºC), o que gera uma considerável parcela
de incerteza.
Para adequar um instrumento a um processo de
fabricação, usa-se a expressão:

No exemplo, qual seria a tolerância mínima do
produto a ser medido pelo micrômetro?

Ou seja, a tolerância mínima deveria ser de 40,7
µm (ou ~0,041 mm). Agora podemos analisar a qualidade do micrômetro
analisado e podemos chegar à conclusão que é baixa, pois garante
precisão nas medições de produtos que possuam mais de 40,7µm de
tolerância, mesmo com divisão de escala de 1µm.
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